quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Devemos nos curar do ódio

 

Nesta breve postagem quero falar sobre o ódio Se existe uma coisa que machuca é o ódio. Ela nos impede de buscarmos algo para além das coisas e/ou pessoas que se odeia. Este sentimento horrível é algo que tende a nos prender ao passado, sem que pensemos no presente e no futuro. O ódio no paralisa. Quando vem de alguém que nos machucou (e quase sempre é) não percebemos que o mundo é maior do que qualquer pessoa e/u circunstâncias que fomos obrigados a viver.

Não vou negar que sofro desse mal. O processo de recuperação é longo e por vezes marcado por recaídas. A cura desse processo pode vir por várias vias e todas ao mesmo tempo. No meu caso, optei pela terapia. Conversar com alguém buscar centrar-se no seu sofrimento podendo falar dele é algo que sempre ajudou. Percebe que muitas vezes as culpas que carregamos não são nossas, mas podem ter vindo de uma relação tóxica, destrutiva. Neste caso, é preciso está aberto(a) a buscar novos recomeços longe daquelas pessoas que não te fazem bem. Sei que isto é difícil, principalmente, quando àquelas pessoas que não nos querem bem e nos intoxicam são pessoas próximas (sim! E bem próximas).

Quando tratamos de recomeçar, não significa estabelecer uma relação de inimizade e/ou de um afastamento total. Ter uma postura confiante em suas próprias convicções, se houver conflito, se afaste. Como diz o dito popular: “quando um não quer, dois não brigam”. No que diz respeito a visões de mundo, se temos nossas convicções, não significa que são as melhores e mais perfeitas, mas é a minha, é sua convicção. Talvez, algum momento a gente tenha que ceder. Não dá pra ficar o tempo todo brigando com o mundo. Nessas horas fazer concessões é importe. Às vezes, só ouvir a pessoa já se resolve muita coisa. Vivemos um tempo que todos tem certeza de tudo. Poucas pessoas estão aptas a ouvir.

Existem muitas outras formas de cura do ódio. Independente do caminho que tomamos para nos livrar deste sentimento ruim, o importante é a nossa vontade de sermos melhores, de nos conhecermos nos darmos uma chance para que algo de melhor aconteça em nossa vida.

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Sobre a necessidade de silêncio


Uma das primeiras coisas que fiz hoje foi ligar o som do meu celular. Não abri sites de notícias. Chega! Não é porque queira ficar alienado do mundo - embora não seja uma coisa ruim - mas, por ver a necessidade de me desligar um pouco do mundo. Acho que não conseguiria muito ser uma pessoa que convive com grandes públicos. Preciso de um espaço só meu, sem barulhos, sem conversas que remetam às misérias necessárias do dia a dia. Sem cobranças, a não ser pela própria necessidade de ficar alguns minutos no meu silêncio. Não é por acaso que este meu silêncio cabe ligar o som do celular para ouvir Pink Floyd, mas só uns dez minutos. Passando disso já fica chato. Depois quem sabe ler alguma coisa interessante. Estou tendo um pouco de dificuldade para encontrar alguma coisa interessante para ler. Não é porque não tenha. É preciso um tempo em silêncio para perceber as necessidades da alma.

Algumas vezes tentei da sequência a uma narrativa ficcional, ainda no desejo de ser escritor. A coisa não anda. Falta a disciplina necessária. Além da disciplina o silêncio. É assustado o quanto somos barulhentos. Impressionante como perdemos a capacidade de comunicar algo sem que não emitamos alguns decibéis de ruído. Em palavras que não acrescentam nada, no ruído de motos que passam na rua, nos carros que se arrastam em ruas que não haveriam necessidade que se quer existissem. Então, tudo é barulho. Vou tentar manter silêncio. Um dos caminhos hoje, é não acessar notícias. Conversar apenas apenas o necessário e procurar um bom livro para ler.

Tudo isso é muito difícil mas vou tentar.

 

terça-feira, 13 de setembro de 2022

Um novo projeto

 

Estou iniciando uma página no blogger no intuito de divulgar ideias, reflexões sobre o cotidiano, tudo sobre perspectivas da psicanálise e sociológica. A intenção é fazer publicações semanais.

Muita gente pode pensar:

“Mas blogger não é algo que está ultrapassado?”

Minha resposta: depende.

Primeiro é importante deixar claro que os meios que mais se utilizam para divulgar ideias não são mais os sites. Estes ainda tem um papel importante, mas nem de perto considerando a força do Twitter, do instagram, tik tok, youtuber. Não é minha preocupação produzir conteúdo que esteja altura destes meios. Com isso, vamos ao segundo ponto: então, qual seria o papel do blogger? No meu caso, divulgar ideias e partilhar perspectivas pessoais sem a pretensão de público. Algo que está restrito a minha rede estou apenas deixando em palavras o que poderia ser feito em imagem.

O blogger reflete, também, uma visão de mundo. O que fazemos no mundo social não se materializa por alguém concebeu enquanto ideia. Materializamos a cultura por meio da palavra e, em nossa cultura ocidental a palavra ganha novos significados. Como psicanalista a palavra é a ferramenta principal para o entendimento de nossas questões mais profundas. Falamos, mas também escrevemos. Daí a importância da literatura até hoje. Daí a importância das tradições religiosas que se fortaleceram pela palavra escrita – sobretudo.

Diante disso, penso que não é algo ultrapassado. Talvez, não esteja em uso corrente, talvez esteja restrita a públicos mais voltados à leitura – o meu caso. Enfim, é só uma curiosidade que me permito sem a pretensão de que nada acontece, a não ser palavras.

Devemos nos curar do ódio

  Nesta breve postagem quero falar sobre o ódio Se existe uma coisa que machuca é o ódio. Ela nos impede de buscarmos algo para além...